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médico atendendo paciente hipertenso (cid I10)

Hipertensão (CID I10): sintomas e tratamento

time de médicos

Time da Simple

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3 min

3 min

atualizado 23/01/2025

atualizado 23/01/2025

resumo

resumo

  • Como diagnosticar a hipertensão: aferições repetidas ≥ 140/90 mmHg, MAPA e MRPA como métodos de confirmação.

  • Sintomas: cefaleia, tontura, acufeno, dispneia, alterações visuais, palpitações, epistaxe e astenia.

  • Tipos de hipertensão: primária e secundária, com apresentações clínicas diferentes.

  • Tratamento não farmacológico: redução na ingestão de sódio, realização de atividade física e controle do estresse.

  • Tratamento medicamentoso: inibidores da ECA, betabloqueadores e diuréticos.

A hipertensão arterial (CID I10) é uma condição multifatorial que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das principais causas de doenças cardiovasculares. Ela é frequentemente silenciosa, mas pode causar complicações graves quando não tratada. Este guia abordará os principais sintomas, opções de tratamento e a relevância do diagnóstico precoce na prevenção de desfechos adversos.

Como diagnosticar a hipertensão (CID I10)

O diagnóstico da hipertensão arterial requer medições precisas e consistentes. De acordo com as diretrizes, a pressão arterial deve ser aferida em pelo menos duas consultas diferentes, com valores sistólicos ≥ 140 mmHg ou diastólicos ≥ 90 mmHg.

  • Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA): Útil para identificar a hipertensão do avental branco e monitorar variações diurnas.

  • Monitoramento Residencial da Pressão Arterial (MRPA): Indicativo para pacientes com suspeita de hipertensão mascarada.

Outros exames complementares, como hemograma, creatinina sérica, potássio, e avaliação de função renal, são importantes para identificar possíveis causas secundárias e complicações.

Principais Sintomas da Hipertensão

A hipertensão arterial, classificada pelo CID I10, é muitas vezes assintomática em seus estágios iniciais. Contudo, à medida que a pressão arterial se eleva e afeta o sistema cardiovascular e outros órgãos, sinais clínicos podem surgir, alertando médicos e pacientes sobre a gravidade do quadro. Identificar precocemente esses sintomas de hipertensão arterial é fundamental para implementar intervenções terapêuticas e evitar complicações, como insuficiência cardíaca, doença renal crônica e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Sintomas Comuns da Hipertensão

Embora a maioria dos pacientes com hipertensão primária (CID I10) ou secundária (CID I15) permaneça assintomática, alguns sinais podem aparecer, particularmente em situações de hipertensão grave ou crise hipertensiva. Entre os sintomas relatados, destacam-se:

  • Cefaleia occipital matinal: Frequentemente associada à hipertensão não controlada.

  • Tontura ou vertigem: Decorrente do aumento da pressão nos vasos cerebrais.

  • Acufeno: Percepção de zumbidos nos ouvidos, mais comum em pacientes com níveis pressóricos elevados.

  • Alterações visuais: Como visão turva ou borrada, resultado de retinopatia hipertensiva.

  • Dispneia: Geralmente associada à insuficiência cardíaca decorrente da hipertensão crônica.

Sintomas Menos Frequentes ou Específicos

  • Palpitações: Podem indicar sobrecarga cardíaca ou arritmias associadas.

  • Epistaxe espontânea: Embora rara, pode ser sinal de pressão arterial sistólica muito elevada.

  • Astenia: Fadiga extrema, frequentemente associada à repercussão hemodinâmica da hipertensão.

Relação Entre Sintomas e Tipos de Hipertensão

Os tipos de hipertensão influenciam diretamente a apresentação clínica. A hipertensão primária, que representa a maioria dos casos, desenvolve-se de forma insidiosa e raramente manifesta sintomas em seus estágios iniciais. Por outro lado, a hipertensão secundária, frequentemente relacionada a condições como doença renal crônica, hiperaldosteronismo primário ou feocromocitoma, tende a apresentar sinais mais pronunciados e de rápida progressão.

Opções de Tratamento para a Hipertensão

O manejo da hipertensão requer uma abordagem multidisciplinar, combinando intervenções farmacológicas e não farmacológicas. A escolha do tratamento é baseada no perfil do paciente e na fisiopatologia da hipertensão arterial, com o objetivo de prevenir danos em órgãos-alvo.

Intervenções não farmacológicas

  • Redução do consumo de sódio: A ingestão de sódio deve ser inferior a 2 g/dia, conforme recomendações da OMS.

  • Controle do peso: A obesidade é um fator de risco importante para o desenvolvimento da hipertensão.

  • Controle do estresse: Práticas como mindfulness e técnicas de respiração podem reduzir a reatividade simpática.

Tratamento medicamentoso

  • Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA): Como enalapril, indicados especialmente em pacientes com nefropatia.

  • Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRA): Como losartana, com menor incidência de tosse.

  • Diuréticos tiazídicos: Primeira linha para muitos casos de hipertensão primária.

  • Betabloqueadores: Úteis em pacientes com doenças cardíacas associadas, como insuficiência cardíaca.

A seleção dos medicamentos para hipertensão arterial deve ser individualizada, considerando fatores como idade, etnia, presença de comorbidades e resposta terapêutica.

Acompanhamento e Monitoramento

Pacientes hipertensos necessitam de consultas regulares para avaliação da adesão ao tratamento, monitoramento da pressão arterial e identificação precoce de possíveis complicações. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 42% dos adultos hipertensos no mundo têm a pressão arterial controlada.

Conclusão

A hipertensão arterial é uma condição multifatorial que demanda uma abordagem individualizada para o controle efetivo. Reconhecer precocemente os sintomas de hipertensão arterial e adotar intervenções adequadas, incluindo mudanças no estilo de vida e tratamento farmacológico, são fundamentais para prevenir complicações.

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