logo da simple one med

PRODUCT

Design

Content

Publish

RESOURCES

Blog

Careers

Docs

About

COMMUNITY

Join

Events

Experts

IA na medicina para diagnosticar cancer

Universidade de Stanford: uso de IA para tratamento de câncer

equipe de IA na medicina

Time da Simple

Time da Simple

7 min

7 min

atualizado 29/01/2025

atualizado 29/01/2025

resumo

resumo

  • IA aprimorando prognósticos de câncer: modelo acertou 77% dos casos de imunoterapia, contra 61% dos métodos tradicionais.

  • IA aplicada à biópsia genética: modelo previu atividade genética tumoral com 80% de correlação com dados reais.

  • IA na automação do planejamento de terapias: algoritmos recomendam combinações de tratamento mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

  • IA e radiologia: modelos de aprendizado profundo detectam tumores microscópicos e reduzem o tempo de diagnóstico.

  • Desafios e futuro da IA na oncologia: qualidade dos dados, regulamentação e aceitação médica são desafios a serem superados.

Introdução

O câncer continua sendo um dos maiores desafios da medicina, com milhões de novos casos diagnosticados a cada ano. A inteligência artificial (IA) vem se tornando uma ferramenta poderosa para otimizar diagnósticos e tornar os tratamentos mais eficazes.

A Universidade de Stanford lidera essa transformação com projetos inovadores como MUSK (Multi-modal Self-supervised Learning for Cancer Prognostics) e SEQUOIA (Scalable and Explainable Quantitative Oncology with AI). Esses modelos de IA ajudam médicos a prever prognósticos, personalizar terapias e identificar com maior precisão quais pacientes se beneficiarão de cada tratamento.

Segundo o Dr. James Zou, professor assistente de Ciências Biomédicas de Dados em Stanford, essas novas abordagens representam uma revolução na maneira como os médicos lidam com o câncer:

"Demonstramos como isso pode ser útil para o câncer de mama, e agora podemos usá-lo para todos os tipos de câncer e analisar qualquer assinatura genética disponível. É uma nova fonte de dados que não tínhamos antes."

Neste artigo, exploramos como esses avanços estão moldando o futuro da oncologia e o impacto direto da IA na medicina de precisão.

A Simple traz conteúdo referência de IA na medicina todas as quartas-feiras. Compartilhe-os com outros colegas de profissão que possam se interessar pelo tema e acompanhe o blog.

MUSK: IA aprimorando prognósticos de câncer

O projeto MUSK foi desenvolvido para superar as limitações dos métodos tradicionais na previsão da progressão do câncer e na resposta a terapias. Seu treinamento utilizou uma base de 50 milhões de imagens médicas de lâminas de patologia e mais de 1 bilhão de textos médicos, permitindo identificar padrões complexos e tornar as previsões mais precisas.

Os resultados foram expressivos:

  • Câncer de pulmão de não pequenas células (CID C34): O MUSK previu corretamente quais pacientes se beneficiariam da imunoterapia em 77% dos casos, contra 61% de acerto do método tradicional baseado na expressão da proteína PD-L1.

  • Melanoma (CID C43): O modelo identificou corretamente 83% dos pacientes com risco de recorrência da doença em até cinco anos, um desempenho 12% superior ao de outras metodologias.

O Dr. Michael Li, pesquisador sênior do projeto MUSK, destaca a importância de modelos mais eficientes para auxiliar os médicos na tomada de decisões:

"A maior necessidade clínica não atendida é a de modelos que os médicos possam usar para guiar o tratamento dos pacientes"

"Este paciente precisa deste medicamento? Ou devemos focar em outro tipo de terapia? Atualmente, os médicos usam informações como o estágio da doença e genes ou proteínas específicas para tomar essas decisões, mas isso nem sempre é preciso."

A IA permite que esses erros sejam minimizados, tornando o processo de escolha terapêutica mais confiável e baseado em grandes volumes de dados clínicos.

SEQUOIA: IA aplicada à biópsia genética e medicina de precisão

Outro avanço significativo de Stanford é o projeto SEQUOIA, que utiliza IA para analisar biópsias genéticas e prever quais tratamentos serão mais eficazes para cada paciente.

A interpretação manual das biópsias pode ser demorada e sujeita a erros humanos, mas o SEQUOIA resolve essa questão ao prever a atividade genética das células tumorais com alta precisão.

  • Para alguns tipos de câncer, a IA previu a atividade genética com correlação superior a 80% em relação aos dados reais.

  • Quanto maior o número de amostras disponíveis, melhor o desempenho da IA na previsão da resposta ao tratamento.

  • A IA conseguiu correlacionar informações genéticas com respostas personalizadas a terapias-alvo, auxiliando médicos a escolherem o tratamento mais eficaz.

Esse avanço reforça a importância da IA na medicina de precisão, tornando os tratamentos cada vez mais adaptáveis às necessidades individuais de cada paciente.

IA na automação do planejamento de terapias

Além de prever prognósticos e analisar dados genéticos, Stanford também está aplicando IA para otimizar o planejamento terapêutico. A grande variedade de opções de tratamento faz com que a escolha da melhor abordagem seja um desafio.

A solução baseada em IA permite:

  • Recomendar combinações personalizadas de quimioterapia, imunoterapia e radioterapia, cruzando dados clínicos e históricos de resposta de pacientes anteriores.

  • Reduzir efeitos colaterais, ajustando dosagens e cronogramas para otimizar a tolerabilidade do tratamento.

  • Aprimorar continuamente as recomendações, com o modelo aprendendo e se atualizando conforme novos dados são adicionados.

Isso torna o planejamento de terapias muito mais preciso, garantindo tratamentos mais eficazes e menos agressivos.

IA e radiologia: diagnósticos mais rápidos e precisos

A detecção precoce do câncer é um fator decisivo para o sucesso do tratamento, e Stanford está utilizando IA para aprimorar a análise de exames de imagem.

Os modelos de aprendizado profundo (subconjunto do aprendizado de máquina que usa redes neurais) foram treinados em milhões de exames e são capazes de:

  • Detectar tumores microscópicos com alta precisão, antes mesmo que sejam visíveis em análises convencionais.

  • Reduzir o tempo de diagnóstico de dias para minutos, acelerando a tomada de decisão.

  • Diminuir a taxa de falsos positivos e negativos, tornando os exames mais confiáveis.

Isso garante que os diagnósticos sejam feitos mais rapidamente e com maior nível de acerto, permitindo intervenções precoces e mais eficazes.

Desafios e o futuro da IA no tratamento do câncer

Apesar dos avanços, a implementação da IA na oncologia ainda enfrenta desafios:

  • Qualidade dos dados: A precisão dos modelos depende da diversidade e qualidade dos bancos de dados médicos.

  • Regulamentação e ética: O uso da IA na saúde exige diretrizes claras para garantir segurança e transparência.

  • Aceitação por médicos e pacientes: A incorporação da IA na prática clínica requer treinamento e adaptação dos profissionais.

Com a evolução dos modelos de aprendizado de máquina e o crescimento das bases de dados biomédicas, a tendência é que a IA se torne cada vez mais integrada à prática médica.

Conclusão

A Universidade de Stanford está liderando a revolução da inteligência artificial na oncologia, com projetos como MUSK e SEQUOIA redefinindo prognósticos e tratamentos. O impacto da IA na personalização das terapias e na detecção precoce do câncer já é uma realidade.

Se você deseja entender como a IA pode otimizar sua prática médica, confira as soluções inovadoras que estamos desenvolvendo.

Conheça a Simple One Med

compartilhe

compartilhe

compartilhe

leia também

leia também

leia também