O que significa CID F20?
O CID F20 corresponde à esquizofrenia na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Trata-se de um transtorno mental crônico que afeta a percepção da realidade, causando delírios, alucinações, comprometimento cognitivo e disfunções emocionais e sociais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (link), estima-se que a esquizofrenia afete cerca de 24 milhões de pessoas globalmente.
Etiologia
A esquizofrenia é um transtorno multifatorial, com causas genéticas, neurobiológicas e ambientais. Estudos indicam que:
Existe predisposição genética, com risco aumentado em parentes de primeiro grau de pacientes esquizofrênicos (NIH).
Alterações no sistema dopaminérgico estão associadas ao transtorno (APA).
Estresse psicossocial, uso de substâncias e complicações obstétricas podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
Fisiopatologia
A esquizofrenia está relacionada a disfunções no sistema dopaminérgico, particularmente na via mesolímbica e mesocortical. Há também alterações estruturais cerebrais, como aumento dos ventrículos cerebrais e redução do volume do córtex frontal.
Sinais e sintomas
Os sintomas podem ser classificados em positivos, negativos e cognitivos:
Sintomas positivos: delírios, alucinações, discurso desorganizado.
Sintomas negativos: apatia, isolamento social, embotamento afetivo.
Sintomas cognitivos: déficit de memória, atenção e função executiva.
Exames complementares
Os exames ajudam a excluir outras causas para os sintomas. Os principais incluem:
Ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC): avalia alterações cerebrais estruturais.
Eletroencefalograma (EEG): descarta condições epilépticas.
Exames toxicológicos: verificam abuso de substâncias psicoativas.
Avaliação neuropsicológica: analisa cognição e função executiva.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que requerem a presença de pelo menos dois dos seguintes sintomas por um período mínimo de seis meses:
Delírios
Alucinações
Discurso desorganizado
Comportamento desorganizado
Sintomas negativos
Tratamentos para esquizofrenia
O tratamento é multidisciplinar e inclui:
Medicação: antipsicóticos de primeira geração (ex.: haloperidol) e de segunda geração (ex.: risperidona, olanzapina).
Psicoterapia: terapia cognitivo-comportamental auxilia na adesão ao tratamento.
Reabilitação psicossocial: suporte para autonomia e interação social.
Intervenções ocupacionais: atividades que promovam inclusão e qualidade de vida.
Prognóstico
O prognóstico da esquizofrenia varia. Com tratamento adequado, muitos pacientes conseguem manter uma boa qualidade de vida. Entretanto, a taxa de recaída sem adesão ao tratamento é superior a 80% (APA).
Como cuidar de uma pessoa com esquizofrenia?
Os cuidadores têm papel essencial no suporte ao paciente. Algumas recomendações incluem:
Garantir a adesão à medicação.
Criar uma rotina estruturada.
Evitar estresse excessivo.
Buscar grupos de apoio para familiares.
Conclusão
O manejo da esquizofrenia requer conhecimento e abordagem integrada. Quer transformar sua prática médica otimizando o manejo clínico e diagnósticos com tecnologia de ponta? Conheça a Simple.